O deputado Waldemar Borges (PSB) ocupou a tribuna nesta terça-feira (08/5), durante a Reunião Plenária, para expressar preocupação com a notícia publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, de que os Correios pretendem fechar 513 agências de atendimento no País. O socialista defendeu uma soma de esforços para reverter a decisão, que pode provocar a demissão de até 5,3 mil funcionários. No pronunciamento, o parlamentar também repercutiu o aumento de quase 90% na tarifa do metrô do Recife, que, conforme anunciado nessa segunda (7), subirá de R$ 1,60 para R$ 3 na próxima sexta (11).

Frisando que a proposta de fechamento de agências dos Correios foi aprovada em reunião sigilosa da diretoria, o deputado reclamou da “forma pouco transparente e democrática de lidar com a coisa pública”. Na avaliação dele, as cidades do Interior podem ser as principais prejudicadas: “Os municípios cujas agências não tenham um rendimento dentro do padrão estabelecido poderão ser privados de qualquer tipo de serviço”, alertou, lembrando do fechamento de agências do Banco do Brasil no Interior.

Com relação ao aumento na tarifa do metrô, Borges considerou o percentual “elevadíssimo”. “Mesmo levando em consideração que há muitos anos não há reajuste, isso precisa ser avaliado com mais profundidade para saber se de fato é o percentual necessário para que o MetrôRec faça frente à defasagem”, observou.

A avaliação foi reforçada pelo deputado Edilson Silva (PSOL). O presidente da Comissão de Cidadania disse que pretende pautar o tema na reunião que o colegiado fará amanhã. “O dinheiro do VEM (Vale Eletrônico Metropolitano) poderia ajudar a compensar os custos de manutenção do metrô, que são altos”, indicou. “Mas esse aumento foi um atentado contra a economia popular da Região Metropolitana do Recife”, concluiu.

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