Por Lissandro Nascimento 

A data marcada para uma definição dos índices de reajustes do funcionalismo público da Prefeitura da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, deve se confirmar nesta terça-feira (05/6), entre o governo Aglailson Júnior (PSB) e servidores do Município, incluindo os professores da rede pública municipal de ensino.

Os Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sindvisa) e dos Professores (SindProv), cobram reajuste salarial anual e transparência dos gastos com despesas e folha de pessoal. As categorias também protestam contra lei que modifica artigos da legislação previdenciária do Município (VitóriaPrev), aprovada esse ano pela Câmara de Vereadores. No caso dos profissionais da Educação, o piso salarial do professor teve aumento de 6,81% em 2018, com o reajuste, o piso nacional do magistério será de R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais. A categoria de ensino quer assegurar essa porcentagem e aceita negociar até parcelamentos do reajuste. “Não venha com migalhas Aglailson Júnior!”, bradou Roseane Oliveira dos Santos de Souza, presidente do SindProv, em ato defronte a Câmara na semana passada.

Para chegar a esta mesa de negociação, as conversas vêm se arrastando desde o ultimo mês de abril, quando se criou um impasse e um clima de mal estar entre o governo e os servidores de Vitória. O clima azedou de vez quando o Desembargador do TJPE, Márcio Fernando de Aguiar Silva despachou no dia 12 de abril, a suspensão das paralisações parciais empreendidas pelos dois sindicatos, entendendo que não existiam motivos para o movimento grevista, em razão de a atual gestão municipal estar permanentemente em diálogo com as categorias, inclusive com data agendada para mesa de negociação.

Durante a manhã desta terça (05), o Sindvisa e o SindProv realizam uma nova paralisação na máquina pública do Município e convoca a categoria para acompanhar as negociações  nas dependências internas da sede da Prefeitura.

FALTA SINTONIA 

A comunidade escolar vem denunciando há meses diante da falta de profissionais em sala de aula, em especial de Português e Matemática, apontando a Prefeitura de Vitória como responsável pela não contratação desses educadores. Merenda e infraestrutura escolar apresentando falhas, bem como ausência de transparência nas unidades escolares. E o que nos deixa apreensivo: o fato dos dois sindicatos não se posicionarem oficialmente e denunciarem aos órgãos competentes essas falhas, por quê?

Tanto o Sindvisa quanto o SindProv se comunicam muito mal com a sociedade vitoriense. A comunidade escolar, no final das contas, fica com a impressão de que a luta dos servidores se resume tão somente ao seu interesse corporativo, ou seja, apenas os legítimos reajustes salariais, mesmo o povo sabendo que os salários dos profissionais de Educação em Vitória se pontuam no mapa das cidades pernambucanas que melhor se paga a estes profissionais.

Essa falta de sintonia entre os servidores e a comunidade se agrava na medida em que os sindicatos ainda atuam com a prática analógica, esquecendo que as relações sociais hoje são outras, antenadas com a era digital e novas formas de persuasão de embates.

Os sindicatos não têm assessoria de comunicação, não dispõem de site, sua rede social fala para eles mesmos, e no final a mensagem no conjunto geral chega difusa junto ao povo e a imprensa, prejudicando o entendimento da população diante de suas legítimas reivindicações.

Os estudantes, os pais de alunos e a sociedade em geral não aceitam de bom grado a suspensão de aulas apenas diante da justificativa de reajuste salarial. “Quem não se comunica, se trumbica!”. Cabe uma reflexão de seus dirigentes sindicais, fica a dica!

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