*Por Rafael Torres

O distinto momento imposto pela pandemia do coronavírus (Covid-19) trouxe inúmeros reflexos no desenvolvimento das atividades advocatícias. Com isso, exige-se do profissional da advocacia coragem para alternar métodos e meios aos quais, via de regra, não são comuns e de utilização cotidiana.

Reza a Carta Republicana que os advogados são indispensáveis para à administração da justiça. Logo, nós advogados devemos ter a consciência de que somos compartes deste novo cenário e, portanto, precisamos possibilitar que nossos constituintes resolvam seus conflitos desenvolvendo novas tecnologias e adaptando os escritórios para audiências e atendimentos onlines, praticando uma advocacia atenta, participativa e, sobretudo moderna.

Indisfarçavelmente a tecnologia vem sendo decisiva para a solução dos problemas causados pelo coronavírus, e as ferramentas já existentes, como o PJE organizado, já há um bom tempo, está sendo importantíssimo para que os trabalhos não fiquem paralisados.

Entretanto, é preciso mencionar a grande dificuldade que será para os advogados que não estão treinados para esta realidade e que terão de se adaptar a tantas inovações de forma abrupta, e que não basta apenas o conhecimento técnico-jurídico, sendo a tecnologia a única capaz de permitir o seu exercício profissional.

Diante das oportunidades de dialogar acerca desse crítico momento, tenho enfatizado que as sociedades de advogados que realizarem a adoção dos mecanismos tecnológicos da forma correta, conseguirão se sobressair deste período de pandemia ainda mais fortes.

Quanto aos processos físicos, inequivocamente, há necessidade de que os Tribunais planejem e também adotem mecanismos tecnológicos para que retomem a sua tramitação regular. Ao me remeter aos processos criminais, não custa lembrar que estamos no ranking entre os Países com um dos maiores números de presos. Logo, frente a latente urgência que requer os processos, é importante ainda mais esforços para resolução dessa situação.

Não poderia deixar de destacar o importante trabalhado que vem desenvolvendo, dentro das suas limitações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que a todo momento busca implementações de medidas a fim de que o advogado(a) possa desenvolver as suas atividades da melhor forma possível.

Os advogados passam os seus dias de frente aos seus computadores, atendendo clientes ou realizando os atos processuais. Fato é que em virtude da pandemia, a advocacia precisou repensar a sua própria essência.

Com o fim da crise mundial, não me resta dúvidas que algumas práticas desenvolvidas poderão ser mantidas, dentre elas o home office, valendo destacar a nova realidade advinda do exercício da advocacia nesta modalidade.

As adversidades ocasionadas pela pandemia e todos os reflexos sociais e profissionais decorrentes desse fenômeno precisam ser tratados com bastante sabedoria frente a esse novo cenário.

Neste viés, é importante que cada profissional, busque da melhor forma possível desenvolver as suas atividades perante esse triste período do Covid-19. Devendo o profissional mesmo diante desta conjuntura de anormalidade, exercer com zelo a profissão.

Por fim, ressalto a sempre viva frase do imortalizado Sobral Pinto: “A advocacia não é profissão de covardes.”

*Advogado militante, especialista em Ciências Criminais, especializando em Direito Processual Civil e Direito de Família.

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